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Tuesday, September 11, 2012

Opinião: Catching Jordan

Título: Catching Jordan
Autora: Miranda Kenneally

Sinopse: What girl doesn't want to be surrounded by gorgeous jocks day in and day out? Jordan Woods isn't just surrounded by hot guys, though-she leads them as the captain and quarterback of her high school football team. They all see her as one of the guys, and that's just fine. As long as she gets her athletic scholarship to a powerhouse university.

But now there's a new guy in town who threatens her starting position... suddenly she's hoping he'll see her as more than just a teammate.

Opinião: Estava bastante entusiasmada com este livro: com uma história que praticamente exclamava palavras como "interessante" e "engraçada", quem não estaria?

As primeiras páginas não me conseguiram cativar completamente, mas estava curiosa e, por isso, continuei a ler. A ação começou a desenrolar-se e as personagens a ganharem vida perante os meus olhos.

Para ser honesta, o enredo surpreendeu-me. Comecei a ler o livro pensando que sabia exatamente aquilo que ia encontrar: um romance entre Jordan e este novo quarterback, cheio de altos e baixos, mal-entendidos e uma luta interna entre amor/romance e os sonhos de cada um. Ah! Enganei-me redondamente. Sim, há romance. Sim, Jordan e este novo quarterback gostam um do outro. Mas... A história não é, de modo algum, aquilo que eu esperava. E definitivamente não termina de nenhuma forma remotamente parecida com as ideias que eu tinha, inicialmente.

E ainda bem! Apesar de todas essas voltas e reviravoltas só se tornarem presentes a partir da segunda metade do livro, foi o suficiente para levar esta história de "ah, é uma leitura bem leve e engraçada" (tradução: umas confiantes três estrelas, e nada mais) para "estou a gostar, a gostar mesmo muito" (ou seja, umas quatro estrelas bem dadas).


No entanto, foi das personagens que mais gostei.

Jordan é a protagonista: excelente quarterback, capitã da equipa de futebol (americano) do seu liceu, com uma paixão (que vai evoluindo ao longo do livro) pela escrita, descontraída, engraçada e divertida, com muito pouco jeito para qualquer coisa remotamente feminina, lutadora e persistente. Uma personagem sobre a qual, sem dúvida alguma, adorei ler.

Henry, melhor amigo de Jordan, é o rapaz que eu adorei do princípio ao fim (ok, talvez lhe tenha querido dar um par de estalos para ver se deixava de ser idiota, durante uma parte da história, mas...): querido, divertido, leal, com um ótimo sentido de humor, carinhoso e sempre pronto a apoiar Jordan, mesmo que isso significasse ficar com o coração partido pelo caminho.

Ty, o novo quarterback-maravilha que chega ao liceu: confiante, querido e com um passado trágico, nunca conseguiu cair nas minhas boas graças. Seja graças ao meu instinto ou à minha boa análise de carácter, nunca gostei assim muito dele. Quando se foi tornando cada vez mais possessivo e controlador, qualquer réstia de sentimentos favoráveis por ele desapareceram.

No que toca ao resto das personagens, apaixonei-me por toda e cada uma delas: a família da Jordan, a equipa de futebol americano, as amigas cheerleaders de Jordan.

Tocando num tema ainda demasiado presente na nossa sociedade atual, a desigualdade, este livro faz um bom trabalho com a exposição do assunto, tornando-o real e tangível.

Uma leitura divertida, amorosa e leve, com um enredo que se vai aprofundando à medida que nos aproximamos do fim e um conjunto de personagens que nos fazem sorrir.

Dou-lhe 4 de 5, por ser uma leitura tão relaxante mas que, ao mesmo tempo consegue, com todo o romance, amizade, família, objetivos e diversão, lidar com um tema sério e presente no nosso dia-a-dia.

P.S.: Numa nota completamente diferente, para fãs de futebol (e com futebol quero mesmo dizer futebol, aquele que nós jogamos aqui na Europa) que não percebem lá grande coisa de futebol americano (como aqui a je) deverão passar por momentos onde... Bem...
"Mas o que raio é um wide receiver e onde estão os meus lindos avançados?"

Sunday, September 9, 2012

Opinião: The DUFF

Título: The DUFF: Designated Ugly Fat Friend
Autora: Kody Keplinger

Sinopse: Seventeen-year-old Bianca Piper is cynical and loyal, and she doesn't think she's the prettiest of her friends by a long shot. She's also way too smart to fall for the charms of man-slut and slimy school hottie Wesley Rush. In fact, Bianca hates him. And when he nicknames her "Duffy," she throws her Coke in his face.

But things aren't so great at home right now. Desperate for a distraction, Bianca ends up kissing Wesley. And likes it. Eager for escape, she throws herself into a closeted enemies-with-benefits relationship with Wesley.

Until it all goes horribly awry. It turns out that Wesley isn't such a bad listener, and his life is pretty screwed up, too. Suddenly Bianca realizes with absolute horror that she's falling for the guy she thought she hated more than anyone.

Opinião: Quando comecei a ler este livro, não esperava vir a gostar dele tanto quanto gostei. Apesar da sinopse me ter deixado intrigada (e, para ser honesta, bastante animada – tanto pelo tipo de personagens que envolveria, como pelo enredo com que me iria deparar) o facto de tanta gente estar a elogiar de forma tão efusiva, e quase reverente, este livro, fez-me franzir o sobrolho com suspeita. Não tenho problema nenhum com livros do género contemporâneo e jovem adulto que se tornam populares. Aliás, já li muitos deles e quase sempre gostei. No entanto, fico sempre apreensiva quando as críticas se tornam todas incrivelmente positivas. Fico com a sensação de que toda a gente pode estar a exagerar e de que eu irei absolutamente detestar o livro. Não me deve ter acontecido mais do que duas vezes, mas mesmo assim, a preocupação está sempre lá.

Mas, felizmente, sei agora que esse número de deceções não vai aumentar, pelo menos não para já, e definitivamente não por causa deste livro.

Tendo já lido “Shut Out”, da mesma autora, sabia perfeitamente que tipo de escrita esperar: simples, fluída e com a quantidade certa de realismo para me fazer querer virar as páginas e ler. Ler cada vez mais, e mais, e mais. Ainda assim, acho que não estava preparada para o quão viciante este livro se iria tornar. Quando dou por mim às cinco da manhã, ainda a ler e já a mais de metade do livro, cansada e ensonada mas ainda assim sem querer parar, soube que esta história, ainda que talvez um pouco cliché, me tinha conseguido prender.

Soube também que a razão pela qual este livro me conseguira prender, cativar de tal forma, está intrinsecamente ligado ao facto de tudo me soar real, de tudo me fazer pensar: “Sim, consigo ver isso a acontecer.”.

Abordando temas como o sexo e a sexualidade, a amizade (o quão importante esta é, e o quão humana ela também acaba por ser: sujeita a dissabores e alegrias, a mal-entendidos e vergonhas, medos e personalidades díspares mas que, no fundo, se for real e forte, vai perdurar), a família, o em muitos casos inevitável divórcio, os escapes que se tornam em vícios, a importância de sabermos enfrentar e lidar com tudo o que a vida atira para o nosso caminho e de nunca nos deixarmos derrotar, a importância de confiar e, sobretudo, de falar, de desabafar, de nos ajudarmos uns aos outros. A importância de nos rebelarmos contra termos e pontos de vista sexistas, a importância de não julgarmos. De não magoarmos.

Lidando, uma vez mais, com temas que, de uma forma ou de outra, fazem parte da vida de qualquer adolescente, Kody Keplinger faz-nos sentir menos sozinhos. Faz-nos perceber, tal como o Wesley diz à Bianca, que nós não estamos sozinhos.

Com personagens absolutamente brilhantes, adorei cada segundo que passei imersa nesta história. 

Dou-lhe 5 de 5!

Friday, September 7, 2012

Opinião: Shut Out

Título: Shut Out
Autora: Kody Keplinger

Sinopse: Most high school sports teams have rivalries with other schools. At Hamilton High, it's a civil war: the football team versus the soccer team. And for her part, Lissa is sick of it. Her quarterback boyfriend, Randy, is always ditching her to go pick a fight with the soccer team or to prank their locker room. And on three separate occasions Randy's car has been egged while he and Lissa were inside, making out. She is done competing with a bunch of sweaty boys for her own boyfriend's attention

Then Lissa decides to end the rivalry once and for all: She and the other players' girlfriends go on a hookup strike. The boys won't get any action from them until the football and soccer teams make peace. What they don't count on is a new sort of rivalry: an impossible girls-against-boys showdown that hinges on who will cave to their libidos first. But what Lissa never sees coming is her own sexual tension with the leader of the boys, Cash Sterling...

Opinião: Por norma, este não é o tipo de livro que eu costume ler. No entanto, soube assim que li a sinopse no Goodreads que teria de lhe dar uma vista de olhos. A premissa era demasiado interessante, demasiado tentadora, para que eu conseguisse virar-lhe as costas. Por isso, não virei. E ainda bem que não!

Não conhecia a autora, por isso, devo dizer que comecei a ler sem saber muito bem aquilo que esperar. Com uma escrita fluída e realista, ainda que bastante simples e livre dos floreados artísticos que tanto me costumam cativar, Kody Keplinger consegue manter-nos presos ao enredo (e às personagens) praticamente desde a primeira página. Lidando com temas como o sexo e a sexualidade, escolhas e decisões, a importância de nos mantermos fiéis a nós mesmos e aos nossos ideais, Keplinger consegue passar a mensagem do quão importante é sermos capazes de nos libertarmos dos estereótipos criados pela nossa sociedade. Do quão importante é percebermos de que não existe uma norma, uma definição imutável e sempre correta (e que devemos seguir, quer concordemos com ela quer não) de "normalidade" que defina as nossas ações, pensamentos e personalidade.

Com personagens interessantes, complexas e dinâmicas é praticamente impossível não nos interessarmos pelas suas histórias. Não nos importarmos o suficiente para ver como é que tudo vai terminar.

Com personagens femininas fortes, determinadas e que, aos poucos, vão descobrindo o mundo e as pessoas que as rodeiam, quem são e aquilo que querem, este livro está escrito num tom amigavelmente feminista, que muito me agradou.
Dou-lhe 4 de 5, com a promessa de que irei ler os restantes livros desta autora o quanto antes.

Thursday, September 6, 2012

Opinião: A Guilda dos Mágicos

Note: From now on, if I read a book in Portuguese I'll review it in Portuguese (since it's much easier for me not to go search for every equivalent of the translated terms I've read). Plus, I might just feel like reviewing in Portuguese from time to time, so I guess this blog is becoming bi-lingual. 



Título: A Guilda dos Mágicos (primeiro volume na Trilogia do Mágico Negro)
Autora: Trudi Canavan
Editora: Bertrand Editora

Sinopse: Todos os anos os mágicos de Imardin reúnem-se para purgar as suas ruas da cidade. Mestres de disciplina e da magia, sabem que ninguém se pode opor à sua vontade. Porém, o seu escudo protector não é tão impenetrável quanto acreditam. Quando uma multidão de pessoas é expulsa da cidade, Sonea, uma jovem rapariga, enraivecida com a autoridade dos mágicos e do tratamento que impuseram à sua família levando-os à miséria, atira uma pedra ao escudo. Para espanto de todos, a pedra atravessa o escudo e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um acto inconcebível, e a Guilda dos Mágicos apercebe-se que o seu pior pesadelo se tornou realidade: existe alguém com poderes mágicos por treinar à solta pelas ruas, e deverão encontrá-la o mais depressa possível, antes que os seus poderes fora de controlo libertem forças que irão destruí-la a ela e à cidade.

Opinião: Esta foi, sem sombra de dúvidas, uma leitura interessante. Apesar de, após ter chegado às últimas palavras e fechado o livro que jazia no meu colo, ter um daqueles sorrisos que não se consegue evitar, por muito que se queira, a marcar-me os lábios e ter sentido aquela familiar sensação de encantamento, felicidade e curiosidade desmesuradas que acompanham sempre as melhores das leituras, não posso dizer que este livro tenha sido absolutamente fantástico. 

E porquê?

Bem, a resposta é bastante simples: o livro está dividido em duas partes, e é precisamente aqui que uma história que podia ter sido incrível logo desde o início... Pura e simplesmente, não foi. Não pelo facto de estar dividido em duas partes, mas sim pelo conteúdo de cada uma.

Mas vamos voltar um pouco atrás, para que se possa perceber a origem deste meu desagrado.

O livro começa no dia da Purificação e nós, enquanto leitores, seguimos Sonea, após se ter reencontrado com os seus dois amigos de infância (Harrin e Cery), até ao seu encontro com o grupo de mágicos que iria purgar as ruas da cidade. Em toda a sua arrogância e suposta justificada superioridade, os mágicos não prestam qualquer atenção ao grupo de pessoas que têm na sua frente, prestes a serem expulsas da cidade em direção aos bairros pobres. Em vez disso, conversam uns com outros, pensando estarem protegidos pelo seu escudo dos já esperados lançamento de pedras que um grupo de jovens desordeiros (grupo esse do qual Sonea fez parte enquanto criança e do qual Harrin é líder, sendo Cery o segundo no comando) faz todos os anos, para mostrar o seu descontentamento em relação à Purificação.

Sonea, após alguma persuasão por parte dos amigos, junta-se a eles. Assim que avista os mágicos, raiva é tudo o que consegue sentir. Enquanto lança a pedra em direção ao escudo, deseja com todo o seu ser que esta o atravesse, concentrando toda a sua emoção enquanto o faz.

Surpresa das surpresas, a pedra passa e Sonea fica aterrada. Ela, uma mágica? Não conseguia, nem queria, acreditar (ou até mesmo aceitar) o facto de ser aquilo que sempre odiara, durante toda a sua vida.

A pedra, com toda a força com que fora arremessada, bate na têmpora de um mágico (chamado Fergun e que, na minha mais humilde das opiniões, não recebeu mais do que aquilo que merecia. Mas essa é outra história que não me cabe a mim contar - tradução: leiam o livro e perceberão a cem por cento aquilo a que me refiro). Sonea, absolutamente petrificada pela surpresa e pelo medo, não reage suficientemente depressa e, desta forma, permite que os mágicos a identifiquem como a atacante. Assim que se apercebe de que sabem o que ela fez, a jovem rapariga começa a fugir. Durante essa mesma fuga, um jovem que estava perto dela é morto pelos mágicos. O medo de Sonea escala rapidamente e a rapariga convence-se a si mesma de que estes a querem matar.

Com a ajuda de Cery, Sonea esconde-se dos mágicos, que agora iniciaram uma busca pelos bairros pobres para a encontrarem.

E é a isto que a primeira parte se resume: uma interminável série de fugas por parte de Sonea. 241 páginas onde a maioria dos capítulos é narrado ora sob o ponto de vista de Cery, ora sob o ponto de vista de dois mágicos que estão a organizar as buscas: Lorde Rothen e Lorde Dannyl. Não ficamos a conhecer bem a personagem que é Sonea e somos confrontados com um enredo que, após as primeiras mudanças de esconderijo, se torna repetitivo e cansativo.

No entanto, assim que a segunda parte se inicia, a capacidade de cativar da escritora e do próprio enredo muda drasticamente. Sonea, tendo sido (finalmente) capturada pelos mágicos, está agora a habituar-se à Guilda e aos seus costumes. Ficamos a conhecer, por fim, esta rapariga.

Devo dizer que Sonea é provavelmente uma das melhores personagens femininas com que já me deparei no género fantástico: forte mais ainda assim com as suas falhas e defeitos, tornando-a em alguém com quem nos é possível simpatizar e, mais importante ainda, com quem nos conseguimos identificar. Soneal é real. Sonea não é uma personagem estereotipada ou alguém a quem falta complexidade e profundidade, oferecendo uma visão refrescante e envolvente dos acontecimentos num género literário onde muitas das personagens femininas criadas são ainda alvo, na sua caracterização, de ideias pré-concebidas.

Subitamente, senti-me ser envolvida por todo um conjunto de descrições, personagens e situações verdadeiramente encantadoras. Lorde Rothen, uma mágico carinhoso e que rapidamente se afeiçoa a Sonea, fica encarregue da sua educação, granjeando à história um tom doce e gentil. Lorde Dannyl, antigo pupilo de Rothen e seu amigo de longa data, com as suas opiniões fortes, antigas rivalidades e humor (e medos) muitas vezes despropositados, coloca na cara do leitor um sorriso de cada vez que aparece nas páginas. Supremo Lorde Akkarin, líder da Guilda, é misterioso e um tanto sinistro, deixando-nos sem saber muito bem aquilo em que pensar. Cery, amigo de Sonea, é aquele rapaz que nos aquece o coração e nos faz sorrir tristemente.

Este livro oferece-nos uma história complexa e envolvente, com personagens realistas e descrições que, apesar de no início me terem parecido vagas e algo confusas, se foram aprimorando à medida que as páginas avançaram. Se estivermos dispostos a ler até à segunda parte, a recompensa que recebemos é muito satisfatória.

Dou-lhe 4 de 5, frisando que só não recebeu as 5 devido à primeira parte. Porque, enquanto que demorei uns bons (leia-se, lentos e cansativos) 4 dias a ler a primeira parte inteira, assim que a segunda parte começou, dois dias depois o livro estava a ser fechado e o segundo a ser comprado.

Wednesday, August 29, 2012

Book review: Specials

This is the third book in the "Uglies" series by Scott Westerfeld.

Synopsis:
  "Special Circumstances":
The words have sent chills down Tally's spine since her days as a repellent, rebellious ugly. Back then Specials were a sinister rumor -- frighteningly beautiful, dangerously strong, breathtakingly fast. Ordinary pretties might live their whole lives without meeting a Special. But Tally's never been ordinary.
And now she's been turned into one of them: a superamped fighting machine, engineered to keep the uglies down and the pretties stupid.
The strength, the speed, and the clarity and focus of her thinking feel better than anything Tally can remember. Most of the time. One tiny corner of her heart still remembers something more.
Still, it's easy to tune that out -- until Tally's offered a chance to stamp out the rebels of the New Smoke permanently. It all comes down to one last choice: listen to that tiny, faint heartbeat, or carry out the mission she's programmed to complete. Either way, Tally's world will never be the same.
Review: This is definitely not my favourite book of the series, but I really enjoyed reading it.
In my opinion, this book mostly focuses on Tally and her struggle to (re)discover herself and to break free from the mental chains that bind her. This book is mostly about the importance of individuality and personal identity, it's about the importance of freedom, it's about making choices and being ready to suffer the consequences of said choices. It's about what it means to be free and what being free can lead to. This is the book that forces you to think about all of those things, that forces you to face important questions, that forces you to understand what lead to the creation of a supposedly utopian society based on an oppressive government.
One of the aspects I particularly like about "Specials" is the whole characterization and growth that Tally experiences as a character. Throughout the series she has gone through so much I think she ended up loosing a bit of herself in the process. I mean, in the end of this book she does overcome her brain lesions, but it comes with a price: a part of herself, a part of her personality. 
I feel that every time Tally undergoes any sort of operation and, inevitably, gets her brain damaged, even though she recovers, she loses, slowly and yet visibly, a bit of who she truly is. In the end, there is barely nothing left of the original Tally, the Tally we knew in "Uglies".
Her basic traits are still there, but she is too damaged, too cold and rational to be the Tally we had once known. She has been far too butchered to remain being that young girl. And yet, I couldn't help but like her even more because of all this. She's different, that's true. But those changes didn't occur out of thin air, you see them happening and you understand why they do happen. You understand why Tally says what she says, and does what she does, and thinks what she thinks. You understand all of that because, even though in the beginning she can't see nor comprehend it herself, we realize that, once more, she has been a victim of the system. She has been transformed, and she is damaged again.
In the beginning, it was quite frustrating to realize what had happened to her while she couldn't see it for herself. But as soon as the pace of the book started to pick-up, this detail only adds to complexity of the plot.
Overall, I think this was a very well written book that managed to wrap-up the series quite beautifully (and even though I do know there's still one more book - which I'm quite excited to read - I see it as more of an add-up that anything else, and since it doesn't exactly follow Tally's story, I think I can say "Specials" wrapped-up hers quite well). It brought tears to my eyes on several occasions and I felt I had my heart on my throat, from the beginning to the end of the book.
I give it 5 out of 5★!

Sunday, August 26, 2012

Opinião: Alma Rebelde

Note: Books written by Portuguese authors will be reviewed in Portuguese.


Sinopse:  No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.

Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.

Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior? 


Opinião: Tenho tendência a manter-me afastada de livros de autores nacionais, mas não posso afirmar ter razões cem por cento válidas para o fazer. Muito provavelmente, isto prende-se com o facto do género que eu mais gosto de ler (fantástico) seja muito escassamente povoado por autores portugueses e, dos poucos que já li, a escrita nem sempre me cativou. Portanto, foi só após ter lido várias opiniões relativas a este livro (todas elas muito positivas) que me decidi a comprá-lo e lê-lo. E agradeço a todos os Santos por tê-lo feito.

Com uma escrita pessoal, enternecedora e elegante, onde a língua portuguesa adquire um tom que nos é tão próprio, a autora consegue transportar-nos até uma época marcada pela tradição, pela moral e pela religião. Uma época onde as mulheres não eram nada mais do que meros objetos, moedas de troca em negócios orquestrados pelos homens que dominavam as suas vidas. 


"Alma Rebelde" tem a quantidade certa de elementos históricos para que a ambientação à época seja feita de forma natural, para que a compreensão das dinâmicas e da sociedade seja feita de forma simples e instrutiva e para que o ambiente que rodeia a vida das personagens facilmente nos envolva. Com descrições encantadoras e realistas, as imagens dos locais onde a ação se desenrola vão ganhando vida perante os nossos olhos, até estarmos completamente submersos.

Um dos aspetos que mais me maravilhou neste livro foi a originalidade com que está estruturado:
Por um lado, e sem dúvida alguma liderando toda a narração, temos o olhar de Joana: uma jovem burguesa de espírito tempestuoso e inteligente, mas que vive sob a máscara de obediência, cautela, modéstia e silêncio que todas as meninas de bem se veem forçadas a aprender e a fazer suas desde que nascem.
Joana nunca esperara vir a conhecer no seu casamento (um casamento arranjado pelo seu pai para benefício do seu estatuto social) liberdade, felicidade, ou até mesmo amor. Mas quando encontra pela primeira vez Santiago, o seu noivo, as suas ideias e perspetivas sofrem uma volta de 180º graus.

Por outro lado, temos o olhar de Santiago: sedutor, carismático, inteligente, de opiniões intensas e modos e emoções igualmente intensos, Santiago deixou-me rendida logo desde o primeiro encontro.
No entanto, Joana estranha-o. Estranho os seus modos, estranhas as suas emoções, estranha a sua frontalidade e honestidade.
Joana estranha-o, enquanto que eu me sinto ser arrebatada sem ter dado consentimento, e Santiago sente-se ser arrebatado por Joana logo desde o primeiro olhar.

Para além destas duas diferentes visões sobre os acontecimentos, temos ainda passagens do diário de Joana, bem como uma série de cartas trocadas entre esta e a sua melhor amiga, Ester (e, ocasionalmente, uma troca de correspondência entre Santiago e o rei D. Pedro, seu melhor amigo, assim como cartas de D. Ana - mãe de Santiago - para a sua filha Constança, que fugira para o Brasil). A intensidade das emoções resplandece das páginas, e muitas vezes senti o meu coração bater em sintonia com o das personagens, afundar-se ao sabor das suas desgraças, elevar-se com as suas alegrias.

Santiago é o homem por quem nos apaixonamos rapidamente, Ester a mais leal e verdadeira das amigas, D. Ana a mais doce das senhoras, D. Miguel (pai de Santiago) a pessoa com quem sei que nunca conseguiria lidar e Joana a rapariga com quem me consigo identificar, cujo pessimismo, ironia e tendência para exagerar me são tão familiares que não consegui evitar o sorriso com que acompanhava as suas muitas deambulações mentais e emocionais.

Uma história envolvente, tocante e que me fez ler sem conseguir, nem querer, parar. Assim sendo, os meus sinceros parabéns a Carla M. Soares, que me cativou com a mestria da sua escrita.
Dou-lhe 5 de 5★!

Tuesday, August 21, 2012

(End of) August Book Haul

"Para Cime e Não Para Norte" by Patrícia Portela

"Love Among the Haystacks and other stories" by D. H. Lawrence

"Madam Crowl's Ghost and Other Tales of Mystery" by Joseph Sheridan Le Fanu

"Daughter of the Blood" by Anne Bishop

"War and Peace" by Leo Tolstoy

"The Mists of Avalon" by Marion Zimmer Bradley

"Alma Rebelde" by Carla M. Soares
Super excited to start reading some of these soon! (: 
Maria x

Friday, August 17, 2012

Book review: Daughter of the Blood

Synopsis: Seven hundred years ago, a Black Widow witch saw an ancient prophecy come to life in her web of dreams and visions. Now the Dark Realm readies itself for the arrival of its Queen, a Witch who will wield more power than even the High Lord of Hell himself. But she is still young, still open to influence - and corruption.
Whoever controls the Queen controls the darkness. Three men—sworn enemies—know this. And they know the power that hides behind the blue eyes of an innocent young girl. And so begins a ruthless game of politics and intrigue, magic and betrayal, where the weapons are hate and love—and the prize could be terrible beyond imagining...
Jaenelle, is destined to rule the Blood, if she can reach adulthood. Saetan, High Lord of Hell and most powerful of the Blood males, becomes Jaenelle's surrogate father and teacher. He cannot protect her outside Hell, where he rules. She refuses to leave Terreille, risking herself to protect or heal other victims of violence. Can Daemon, Saetan's estranged son, keep her safe from the machinations of the evil High Priestess?

Review: This is most certainly not a book for the faint of heart.
I would classify it as a dark (and let's really put some emphasis on the "dark", please) somewhat-feminist fantasy novel.
The society which is presented to us is one where women rule and men are mere subjects, more likely to take on roles and serve in ways that are usually thought of as typically female. The Blood are the ruling class, as they are people who are gifted with magic. Most of the Blood receive their jewels upon completing certain rituals as children, which will determine how strong their power is according to the colour of the jewel they receive. The Blood are supposed to be the keepers of balance in the world, but as the centuries pass their society and leaders grow corrupted and the true implications of what means being of the Blood are now disfigured and erased of the meaning they once held.
That is why, when seven hundred years ago, the prophecy of the arrival of the Queen is seen, groups of the Blood who were still trying to maintain themselves away of the growing power and corruption spreading under the orders of the Priestess Dorothea, hold their breath.
And, when all hope seems to be lost, the Queen appears. But she is still a little girl and, in order to grow to become the Queen the Blood need, she must survive until adulthood.

This book, as it follows the stories of Saetan, Lucivar, Daemon and, later on, Surreal and how they come to find this little girl and be a part of her life, tackles several disturbing and uncomfortable topics. Nevertheless, the author never mentions them just for the sake of shocking the reader. No. She mentions them because they are essential for the understanding of how things work in this world, of how these characters came to be what they are and of how Jaenelle (the little girl, the Queen) is going to have to walk a very hard, torturous, disturbing path, that will leave permanent scars, in order to become what she's destined to be.

There are several moments that are narrated in a rather explicit way, most of them being about horrific and down-right disturbing practices. If you can't take reading a full scene where a castration of a man is being described, then this is most likely not the book for you. It certainly left me wondering if I really wanted to go on, but the amazing plot and characters definitely convinced me to keep on reading.

The book can also feel incredibly confusing at the beginning. There are jewels ranks, male and female titles that are different from each other but that, sometimes, are equivalents, realms, races, creatures, dominance and submission aspects that you need to understand, terms that have entirely different meanings in this world and the rules of their society and hierarchy. It might seem overwhelming, and it might feel like that at the start, but even if you don't understand a certain aspect, just keep on reading because every single detail will be slowly explained as the story evolves.
Don't be put off by the confusion you are bound to experience at the beginning.

This book is definitely worth going through all the confusion and the oh-my-god-i-can't-believe-that-just-happened-let-me-just-close-my-eyes-and-pretend-i-didn't-read-that moments.
Overall, I give it 4 out of 5★! And I can't wait to start reading the second novel in this series.

Monday, July 16, 2012

Book review: Incarceron

Synopsis: Imagine a living prison so vast that it contains corridors and forests, cities and seas.
Imagine a prisoner with no memory, who is sure he came from Outside, even though the prison has been sealed for centuries and only one man, half real, half legend, has ever escaped. 
Imagine a girl in a manor house in a society where time has been forbidden, where everyone is held in a seventeenth century world run by computers, doomed to an arranged marriage that appals her, tangled in an assassination plot she both dreads and desires. 
One inside, one outside
But both imprisoned.
Imagine a war that has hollowed the moon, seven skullrings that contain souls, a flying ship and a wall at the world's end.
Imagine the unimaginable.
Imagine Incarceron.

Review: This is one of those books that has received mixed reviews: people either hate it or love it.

I'm part of the group of people that absolutely love this book. This is a dystopian novel and, being a fan of the genre, I adored how the author managed to twist a little bit that concept. Because, you see, unlike regular dystopian novels where we are showed and confronted with the repressive and controlling government that exists almost instantly, in Incarceron that is something that is showed to us bit-by-bit. You don't exactly understand every single concept, or term, right from the beginning but, as you keep on reading, your understanding and knowledge of how this futuristic world and society work becomes clearer. It's not a fast paced book, but it's slow paced narrative allows you to enjoy the characters, their personalities, their interactions with each other and the world they are inserted in much better.

Since this book is narrated from two different points of view (Claudia, the girl from Outside, and Finn, the prisoner) we, as readers, are constantly being thrown from setting to setting, from situation to situation, but as soon as you get immersed in the plot this only adds to the complexity of the story.

Claudia's side of the story, which is personally my favourite, is filled with the usual scheming and plotting that is a daily element of the lives of every single nobleman and noblewoman. Her side of the story is the one where you learn about the apparently tranquil, happy and free of hatred, wars and problems, society. About the façade of coldness, morality and righteousness they all hide their true personalities behind. About the Queen, the King, the dead Prince and the current Heir to the throne of this realm. It's where you learn how Incarceron, the prison, was created, its purpose and how it should have stayed like throughout all the centuries after its creation.

Finn's side of the story, is the action packed one. It's where you learn about how Incarceron really is, how everything inside the prison works and how everyone lives. It's where you learn about certain myths and where you are confronted with the inhumane situation all the prisoners are subjected to constantly, where you actually understand the dimension and the extent of what our society came to if there was a need to ever create something like that.

Characters are incredible, they are well thought of, well developed and I immensely like how your first impression on almost every one of them slightly changes until you reach the end of the book and you know exactly who they are. The best example of this is Claudia, whom we first might think is a shallow girl but as the pages keep turning we realize just how bright, intelligent and strong she actually is.

I adored this book with every fibre of my being, and once I started I couldn't put it down. I highly recommend it.
Overall, I give this book 5 out of 5★.

Wednesday, July 11, 2012

Film review: Never Let Me Go


A few days ago I watched the film "Never Let Me Go" which made me think, analyse and (re)consider some concepts, ideas and my overall view and judgement of society, while leaving me in a very *pathetic* sad mood.

Film synopsis: Sheltered teens Kathy (Carey Mulligan), Ruth (Keira Knightley), and Tommy (Andrew Garfield) all grew up at a remote English boarding school, and now they're hungry to explore the real world. Their dreams of freedom are soon stifled, however, upon learning that they are nothing more than clones created specifically for organ harvesting. Now, in addition to confronting their own mortality, all three must come to terms with a lifetime of emotions and unfulfilled longings while pondering their true purpose for being.

Film review: I would, first and foremost, like to say that I watched this film without knowing what it was about, therefore I didn't really know what to expect.
Nevertheless, as the credits rolled I felt incredibly glad for having watched it.

All the acting is positively exquisite, the settings adjust themselves to the mood and atmosphere of every scene in a most marvellous way, the lighting during the entire film was truly beautiful and I couldn't help but be mesmerized by how everything combined originated such a superb piece of work.

It’s such a thought-provoking, sad, moving and heart-breaking story that leaves you thinking about so many different things… About living life the best way you can, enjoying and appreciating every moment like it could be your last, your mortality and the fact that our society is oh-so-very-good at looking the other way. About the way a person, if being left in almost complete ignorance, can accept everything that comes their way and not question it. About the way our society can so easily look at other beings and classify them as inferiors, make them serve their needs and take that for granted. About the fact that, after a while, even if what is being done is completely unethical and inhumane, people won’t care. Because they are beneficing from the whole situation. Therefore, what does it matter if it’s completely heartless?

The whole film just paints a very dark, but also a very realistic, painting of a part of our soul that can be completely cold, gelid actually, calculating and uncaring towards injustice and wrongness.

I truly enjoyed this film, and I can’t wait to get my hands on a copy of the book this film was based on.
Overall, I give it 4 out of 5★!

Tuesday, June 19, 2012

Book review: Exposure

Portuguese cover
Synopsis: Amelia Wilkes’s strict father does not allow her to date, but that doesn’t stop the talented, winsome high school senior from carrying on a secret romance with her classmate Anthony Winter. Desperately in love, the two envision a life together and plan to tell Amelia’s parents only after she turns eighteen and is legally an adult. Anthony’s mother, Kim, who teaches at their school, knows—and keeps—their secret. But the couple’s passion is exposed sooner than planned: Amelia’s father, Harlan, is shocked and infuriated to find naked pictures of Anthony on his daughter’s computer. Just hours later, Anthony is arrested.Despite Amelia’s frantic protests, Harlan uses his wealth and influence with local law enforcement and the media to label Anthony a deviant who preyed on his innocent daughter. Spearheaded by a zealous prosecutor anxious to turn the case into a public crusade against “sexting,” the investigation soon takes an even more disturbing and destructive turn.
As events spiral wildly out of control and the scandalous story makes national news, Amelia and Anthony risk everything in a bold and dangerous attempt to clear their names and end the madness once and for all. 


Review: Having never read anything by Therese Fowler before, I dived into this novel not really knowing what to expect. It was one of those books where I read the synopsis, thought it seemed to have a very nice plot idea and instantly bought it.
I can't say I loved it, but I didn't completely dislike it either.

The plot is pretty consistent throughout the entire novel and the character's reactions to every single situation is realistic enough to make you want to keep reading. One of the details that I particularly liked about this book was the depiction of the legal system and how the manipulation of facts and testimonies can deeply affect the outcome of the entire trial, as well as the lives of the people involved. I also liked the way the author captured the different dynamics, believes, culture and background of the two families involved, Amelia's and Anthony's, since it makes the whole story much more interesting and believable when you are able to see just how much the relation between Anthony and his mother differs from that of Amelia and her parents, and how that contrast affects the way they deal with and perceive this entire situation.

Nevertheless, the pace of the story can be quite slow at some points, making it hard to keep the reader interested in those parts. Plus, there are quite a few moments in the book where the plot doesn't advance and the reader is confronted with a set of conversations and situations that, after a while, can get incredibly boring and repetitive.
As far as characters are concerned, I found them all to be very realistically portrayed and enjoyable to read about, although I think Amelia lacked a bit of depth and personality. I didn't like the dynamic between Anthony and Amelia either and, although there were a lot of sweet and well thought-of moments between the two of them, their whole relationship seemed very forced and hollow to me right from the beginning. I did really like to read about Anthony, though. He was probably my favourite character in the novel.

Overall, I give this book 3.5 out of 5★.
Maria xx

Friday, June 15, 2012

Oh... Hi there! *waves*

I'm not exactly the best person when it comes to introductions, but I'll give it a try, just for the sake of this whole new project I'm dwelling myself into.


*clears throat, looks at the paper filled with notes in front of herself and starts*


I'm Maria, a girl from Portugal who loves debating, reading, writing, learning foreign languages, photography, theatre, cinema, fashion, music (I play the guitar and the violin) and History. I'm a free thinker, a hard worker, somewhat blunt, logical, persistent, stubborn, hot tempered, proud, out-spoken and opinionated but I'm also funny, friendly, loud and just overall insane, so do feel free to follow this blog if you want to.


What will you find in here?
Well, to be honest, quite a bit of everything I'm interested in... You'll see book reviews and book hauls, critics/reviews of new episodes of my favourite tv shows and even my opinion on a recent film I've just watched. 


What kind of books/films/shows do I like?
Okay, let's start with tv shows: I'm a huge fan of Downton Abbey, Merlin, Game of Thrones, The Vampire Diaries, Once Upon a Time and I think, at the moment, that's about it. I'm considering starting watching some others, like "The Tudors", but I'm open to recommendations.


When it comes to cinema and films, some of my favourites are: Marie Antoinette, The Duchess, The Young Victoria, Anonymous, Jane Eyre, Like Crazy, Blindness and Atonement. 


As far as books go, the list is incredibly long, so I'll just list some of my absolute favourites of all time: The Harry Potter series (books that I grew up with and that hold a very special place in my heart), The Hunger Games trilogy, Anna and the French Kiss, The Picture of Dorian Gray, The Perks of Being a Wallflower, Looking for Alaska and A Song of Ice and Fire (although I'm still reading the second book, I'm already pretty much obsessed with it).


And I think this is it for now!
Maria xx