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Sunday, September 9, 2012

Opinião: The DUFF

Título: The DUFF: Designated Ugly Fat Friend
Autora: Kody Keplinger

Sinopse: Seventeen-year-old Bianca Piper is cynical and loyal, and she doesn't think she's the prettiest of her friends by a long shot. She's also way too smart to fall for the charms of man-slut and slimy school hottie Wesley Rush. In fact, Bianca hates him. And when he nicknames her "Duffy," she throws her Coke in his face.

But things aren't so great at home right now. Desperate for a distraction, Bianca ends up kissing Wesley. And likes it. Eager for escape, she throws herself into a closeted enemies-with-benefits relationship with Wesley.

Until it all goes horribly awry. It turns out that Wesley isn't such a bad listener, and his life is pretty screwed up, too. Suddenly Bianca realizes with absolute horror that she's falling for the guy she thought she hated more than anyone.

Opinião: Quando comecei a ler este livro, não esperava vir a gostar dele tanto quanto gostei. Apesar da sinopse me ter deixado intrigada (e, para ser honesta, bastante animada – tanto pelo tipo de personagens que envolveria, como pelo enredo com que me iria deparar) o facto de tanta gente estar a elogiar de forma tão efusiva, e quase reverente, este livro, fez-me franzir o sobrolho com suspeita. Não tenho problema nenhum com livros do género contemporâneo e jovem adulto que se tornam populares. Aliás, já li muitos deles e quase sempre gostei. No entanto, fico sempre apreensiva quando as críticas se tornam todas incrivelmente positivas. Fico com a sensação de que toda a gente pode estar a exagerar e de que eu irei absolutamente detestar o livro. Não me deve ter acontecido mais do que duas vezes, mas mesmo assim, a preocupação está sempre lá.

Mas, felizmente, sei agora que esse número de deceções não vai aumentar, pelo menos não para já, e definitivamente não por causa deste livro.

Tendo já lido “Shut Out”, da mesma autora, sabia perfeitamente que tipo de escrita esperar: simples, fluída e com a quantidade certa de realismo para me fazer querer virar as páginas e ler. Ler cada vez mais, e mais, e mais. Ainda assim, acho que não estava preparada para o quão viciante este livro se iria tornar. Quando dou por mim às cinco da manhã, ainda a ler e já a mais de metade do livro, cansada e ensonada mas ainda assim sem querer parar, soube que esta história, ainda que talvez um pouco cliché, me tinha conseguido prender.

Soube também que a razão pela qual este livro me conseguira prender, cativar de tal forma, está intrinsecamente ligado ao facto de tudo me soar real, de tudo me fazer pensar: “Sim, consigo ver isso a acontecer.”.

Abordando temas como o sexo e a sexualidade, a amizade (o quão importante esta é, e o quão humana ela também acaba por ser: sujeita a dissabores e alegrias, a mal-entendidos e vergonhas, medos e personalidades díspares mas que, no fundo, se for real e forte, vai perdurar), a família, o em muitos casos inevitável divórcio, os escapes que se tornam em vícios, a importância de sabermos enfrentar e lidar com tudo o que a vida atira para o nosso caminho e de nunca nos deixarmos derrotar, a importância de confiar e, sobretudo, de falar, de desabafar, de nos ajudarmos uns aos outros. A importância de nos rebelarmos contra termos e pontos de vista sexistas, a importância de não julgarmos. De não magoarmos.

Lidando, uma vez mais, com temas que, de uma forma ou de outra, fazem parte da vida de qualquer adolescente, Kody Keplinger faz-nos sentir menos sozinhos. Faz-nos perceber, tal como o Wesley diz à Bianca, que nós não estamos sozinhos.

Com personagens absolutamente brilhantes, adorei cada segundo que passei imersa nesta história. 

Dou-lhe 5 de 5!

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